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Mizuno Uphill Marathon – por Bruno Mello

“Quanto maior são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação”. O desejo de superar a famosa Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina foi a principal motivação para me inscrever na 2º edição da MIZUNO UPHILL MARATHON.

Eu que já tinha feito duas maratonas na vida, uma em 2012 e outra esse ano, resolvi me desafiar nesta temida serra mesmo com pouco tempo de treinamento especifico. Apesar de ficar o primeiro semestre deste ano afastado dos treinamentos, devido a uma contusão na panturrilha, continuei atrás do maior desafio da minha vida.
Em junho voltei a treinar e comecei o ano com a Maratona do Rio, que seria na ocasião um teste para saber minhas reais condições. Felizmente me senti super bem e com boas esperanças.
Após a Meia Internacional do Rio procurei a Márcia Ferreira, pois precisava de um treinamento especifico de subida. Ela prontamente me ajudou, tanto com o treinamento quanto com o espírito positivo e guerreiro de buscar atingir a meta estabelecida.
Os treinamentos foram duros e com muitas elevações: Paineiras, Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Alto da Boa Vista e Cristo Redentor. Foi um mês de muita dedicação não só com treinamentos, mas com musculação, alimentação e descanso até o dia da viagem.
Este ano, a prova contou com 300 inscritos. No dia anterior, no congresso técnico, participamos de palestras mega motivacionais com os atletas- repórteres Clayton Conservani, Carol Barcellos e o organizador Bernardo Fonseca. No mesmo dia fomos informados dos detalhes da prova e a última previsão das condições climáticas, que eram as piores possíveis, com ventos de até 100km/hora na serra, frio, raios e muita chuva.
No dia da prova as previsões se mostraram reais e começamos a prova na cidade de Treviso/SC, que fica a uns 30km de Criciúma. Na largada, às 7h, raios, chuva e fortes rajadas de vento. Minha estratégia era me preservar ao máximo nos 25K iniciais, que eram na teoria o ‘falso plano’ e me esforçar mais nos últimos 17K, na serra. A meta era terminar a prova antes de cinco horas, que era inicialmente o limite de chegada da organização. Depois este limite passou para seis horas.
Larguei bem, mantendo o planejado, mas fiquei surpreso com o ‘falso plano’ e sabia que iria me desgastar um pouco mais. Passei bem os primeiros 25K. Mas quando começou a Serra do Rio do Rastro, fui entender o porquê quem conclui esta prova é chamado de SURVIVOR e NINJARUNNER.
Ventos de quase 100km/h às vezes não me deixava correr. Precisei tomar cuidado para não voar pela serra. Comecei a sentir fortes câimbras nas duas pernas e comecei a alternar com trotes, caminhadas e a quase escalar aquelas paredes verticais da serra. No km 40, quase no fim da serra, olhei para o relógio e enxerguei uma remota possibilidade de atingir minta meta. Foi ai que passou aquele filme da vida inteira e que me deu forças para buscar aqueles últimos km como se fossem os últimos da vida.
Cheguei bem, antes das cinco horas e completamente emocionado. Soube que banheiros químicos viraram na serra com os ventos, policiais de moto que fazia a patrulha caíram, o pessoal de filmagem quase não conseguiu subir de moto filmando. Foi realmente um filme de superação que poderia se chamar de Os Ninjas na Serra do Rio do Rastro.
Excelente a organização da prova, desde o congresso técnico até os detalhes durante a prova, os cuidados com a integridade dos atletas. Parabéns a Mizuno e a X3M.”
Bruno Mello tem 30 anos, é corredor amador desde 2010 e gestor de projetos no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
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