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Maratona 12 Horas de Macaé

Relato da Maratona de 12 horas de Macaé

Por Gustavo Granado – Atleta da Equipe Márcia Ferreira

Entrei em 2013 com o objetivo de correr minha primeira ultramaratona de 24 horas. Conversando com amigos ultramaratonistas, todos indicaram a prova do CEFAN/RJ como ideal para correr. Como parte da minha preparação, já havia feito uma ultramaratona de 12 horas e outra de 8 horas, ambas durante o dia. Agora, chegou a hora de participar de provas noturnas, para acostumar o corpo e a mente a correr na madrugada, em um horário em que normalmente não se treina.

Com este intuito, fiz minha inscrição para a ultramaratona 12 horas noturnas de Macaé. Fui sem objetivos de distância, apenas para sentir como seria correr durante a madrugada, algo que nunca havia feito antes.

A prova foi realizada na orla da praia de Imbetiba, Macaé, em uma rua com extensão de 400 metros, na qual os corredores faziam o percurso de ida e volta, completando uma volta de 800 metros.  Antes da largada, houve um congresso técnico onde a organização passou todos os detalhes da prova, não houve inversão de sentido, toda a corrida de 12 horas foi feita no mesmo sentido.

Pontualmente ás 20h foi dada a largada e os corredores de elite iniciaram em ritmo muito forte, mas eu, de forma prudente, segui no meu ritmo lento, concentrado, correndo pela madrugada. Com cinco horas de prova, caiu um temporal muito forte, que fez com que apenas os quatro primeiros colocados permanecessem na pista, os demais, como eu, preferiram aguardar a chuva passar para retornar a prova. Conforme as horas se passavam, achei que o sono fosse chegar, mas a adrenalina da corrida é tão forte que virei a noite sem sentir vontade de dormir, mesmo já alternando a corrida com algumas caminhadas, ver o dia amanhecer lentamente enquanto as voltas se acumulavam no chip do meu tênis fez com eu me sentisse feliz, mesmo com o cansaço já presente.

Nesta prova, usei dois pares de tênis e duas camisas, mas percebi que não suficientes. Em provas deste tipo o ideal mesmo é trocar o tênis a cada quatro horas, fica o aprendizado para a próxima experiência.

No final de prova, nas últimas três horas, um corredor que estava atrás de mim na classificação geral começou a apertar o ritmo para tentar me passar, achei que ele não fosse conseguir, mas faltando meia hora para terminar ele estava apenas uma volta atrás de mim e então começamos a disputar a posição no final da prova, com os dois já exaustos, e, no fim, fiquei na frente dele por apenas 540 metros, o suficiente para segurar minha posição na classificação final.

Passadas doze horas estou muito feliz por completar mais uma ultramaratona, a quinta da minha vida, e estou mais confiante para em agosto realizar meu sonho  da ultra 24 Horas. Agradeço a minha equipe e minha treinadora, Marcia Ferreira, os companheiros de treino e todos os amigos pelo apoio!!!

Bons treinos a todos!!

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