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Ironman Fortaleza – relato de Fabrício Aquino

De longe esta foi a prova mais difícil que participei. Para mim o que faz dela uma prova especial é o fato de que após 10 anos eu continuo no esporte e tenho muito orgulho disso. Não é fácil seguir no triathlon com várias demandas da nossa vida cotidiana. Tem algo que eu aprendi com a minha treinadora, Márcia Ferreira, e com a experiência: alinhar a expectativa com o tempo disponível que tenho para o esporte. Para este IM, mas do que nunca, tive que ter um nível de conscientização do que poderia fazer. Com isso segui minha rotina de treinos com muita paciência e alegria, sabendo do desafio que iria encontrar.


Cheguei em Fortaleza na quarta-feira que antecedeu à prova buscando uma tranquilidade de adequação dos horários. À medida que fazia os treinos curtos em Fortaleza, percebia que o desafio seria maior do que havia imaginado. Em momento algum tive receio, mas reconheço que já na quinta-feira eu começava a realinhar as minhas expectativas, para que frustrações não tivessem espaço.

No dia da prova acordei superconfiante e disposto. Primeira vez que fazia um IM sem roupa de borracha e apesar de tudo fiz uma natação dentro do esperado. Tudo que bem que a correnteza quase me levou para as pedras…

Fiz uma transição boa e saí para o ciclismo com a cabeça preparada. Pedalava com ritmo e calma, sem colocar força extra. Desta forma acreditava que poderia ter uma sobrevida na maratona. Mas a cada 10K a dor na lombar aumentava e fazia com que minha confiança ficasse abalada. Reduzi um pouco o ritmo e peguei um Advil no special needs. Melhorei e segui mantendo o ritmo.

Comecei a correr muito cansado, mas com uma estratégia de manter um ritmo lento e constante. Funcionou até o km 14, onde comecei a ter seguidas câimbras. Falei comigo mesmo: ‘Não acredito…Km14″. Três meses antes havia tido uma séria distensão na panturrilha jogando futebol com amigos. Conselho bom: se está treinando para o IM, deixe as outras atividades esportivas de lado. Tive câimbras a cada 3K, o que fez da maratona um evento mais difícil do que pensava. Fui lentamente em busca da chegada, km a km, curtindo dentro da medida do possível a torcida e a paisagem. Quando vi, já estava fazendo o sinal da cruz e agradecendo por mais uma glória. Cruzar esta linha chegada foi grandioso para mim e renovação da minha paixão pelo esporte. Quem venham os próximos desafios”